Polícia
SP registra 160 mil celulares roubados em sete meses

Dados foram colhidos no Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública estadual

Cerca de 160 mil celulares foram roubados ou furtados em São Paulo nos sete primeiros meses do ano, de acordo com um levantamento feito com base em dados do Portal da Transparência da Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Estado.

Entre janeiro e julho, a polícia paulista registrou 86.962 mil roubos de celulares com agressão ou uso de armas, uma média de 414 roubos por dia, cerca de 17 a cada hora no Estado.

Já os furtos chegaram a 72.763 mil casos em todas as regiões paulistas no mesmo período. Em média, 346 celulares foram furtados por dia, o que equivale a 15 furtos por hora.

Além do valor dos aparelhos, os criminosos realizam o assalto com a intenção de pegar as informações das vítimas para aplicar golpes. Para a polícia, os ladrões se aproveitam da movimentação de pessoas para atacar as vítimas.

Os ladrões também têm atacado pessoas a caminho do trabalho, paradas no ponto de ônibus. Segundo a polícia, esse tipo de ataque acontece quase sempre nas primeiras horas do dia.

A empresa Tecban, de tecnologia bancária, desenvolveu um manual que indica 20 ações que as pessoas devem evitar. Entre elas estão: não aceitar mensagens de pedidos de dinheiro; não armazenar fotos e vídeos de cartões bancários; não usar o salvamento automático de senhas e não manter as senhas anotadas atrás do aparelho.

É importante também que a pessoa não coloque a senha no bloco de notas. Estas são medidas que ajudam a proteger os dados das vítimas para caso os crimes aconteçam.

Conforme o diretor da empresa, Vanderlei Reis, “esse é o grande perigo. Os criminosos quando roubam ou furtam um celular, a primeira coisa que fazem é uma busca no bloco de notas, e-mails. Facilita a vida do criminoso. A gente recomenda fortemente que não se guarde senhas nos celulares”, afirmou.

14/09/2021

Foto: Divulgação

 

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