Uma em cada seis brasileiras já foi vítima de tentativa de feminícidio

A denúncia pode ser feita pelos números do Atendimento à mulher, número 180; Direitos Humanos, número 100; e Polícia Militar, no 190

 

Na quinta-feira, dia 25 de novembro, foi o Dia Internacional de Luta Contra a Violência à Mulher. Esse tipo de violência constitui-se em uma das principais formas de violação dos direitos humanos e atinge os direitos à vida, à saúde e à integridade física.

 

Um dos principais tipos de violência empregados contra à mulher ocorre dentro de casa, sendo praticada por pessoas próximas, como entre casais. Onde deveria existir uma relação de afeto e respeito, existe uma relação diferente que muitas vezes não é vista. Essa situação torna a denúncia difícil e a mulher agredida mais vulnerável.

O assédio também é um tipo de violência que pode ocorrer em outros ambientes. Por exemplo, no trabalho, em que a mulher se sente muitas vezes intimidada, devido à este tipo de prática ser exercida principalmente por pessoas que ocupam posições superiores.

Os Institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, com apoio do Fundo Canadá, fizeram a pesquisa Percepções da população brasileira sobre feminicídio. Segundo o estudo, uma em cada seis brasileiras já foi vítima de tentativa de feminicídio íntimo, ou seja, dentro de casa. Outros 16% das mulheres declararam já terem sofrido tentativa de assassinato por ao menos um parceiro; entre as mulheres negras são 18%.

Chama atenção que, entre as mulheres que já sofreram ameaça de morte pelo atual ou ex-parceiro, 53% disseram também terem sido vítimas de tentativa de feminicídio.

Em junho de 2021, o Instituto DataFolha divulgou uma pesquisa onde constatou que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de violência durante a pandemia de covid-19.

Isso significa que cerca de 17 milhões de mulheres sofreram violência física, psicológica ou sexual em 2020. O enfrentamento às formas de violência contra as mulheres é uma importante demanda no que diz respeito a condições mais dignas e justas para as mulheres. O Instituto Patrícia Galvão tinha no seu questionário, perguntas para saber o que a população acha da rede de apoio dos serviços existentes e 85% acreditam que os serviços de atendimento à mulher agredida sejam bons, mas estão presentes em poucas cidades e não dão conta de atender as mulheres em todo o País. A maioria é a favor da pro-moção de campanhas para sensibilizar a população e estimular a denúncia. E também apoiam a capacitação dos profissionais dos serviços de assistência, até porque, para 93% da população, mais importante do que punir o assassino é evitar o assassinato da mulher.

Um dos instrumentos mais importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), também prevê a criação de serviços especializados, como os que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, compostos por instituições de segurança pública, justiça, saúde, e da assistência social.

As denúncias são feitas de forma anônima e os canais são o Atendi-mento à mulher, número 180; Direitos Humanos, número 100; e Polícia Militar, no 190.

01/11/2021

Foto: Divulgação

 

 

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