Diabetes poderá atingir 21,5 milhões de pessoas em 2030

Segundo pesquisa do IDF cerca de 537 milhões de adultos entre 20 e 79 anos vivem com diabetes no mundo

O Brasil é o quinto país em incidência de diabetes no mundo, com 16,8 milhões de doentes adultos (20 a 79 anos). Com estes números, perde apenas para a China, Índia, Estados Unidos e Paquistão. De acordo com informações do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF), existe uma conjectura de que a doença chegue em 2030 a 21,5 milhões no Brasil.

 

A IDF aponta que cerca de 537 milhões de adultos entre 20 e 79 anos estão vivendo com diabetes no mundo e este valor pode chegar a 643 milhões até 2030 e 784 milhões em 2045.

Levando estes números em consideração, o Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, foi uma data escolhida pela Federação Internacional de Diabetes e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reforçar a conscientização a respeito da doença.

Desde o início da pandemia do coronavírus, a quantidade de pessoas diagnosticadas com diabetes em todo o mundo aumentou 16%, passando de 463 milhões para 537 milhões de pacientes convivendo com a doença. Os dados também foram divulgados pela IDF.

A condição se fez presente em consequência de uma mudança de hábitos associada ao isolamento social. As restrições necessárias para conter a disseminação do vírus fizeram com que diminuísse a prática das atividades físicas, o que influencia diretamente no controle dos níveis de açúcar no sangue.

Além da falta de exercícios, o aumento de peso foi um fator comum entre os diabéticos recém-diagnosticados. Estudos nacionais demonstram que, em média, os brasileiros ganharam cerca de 10kg durante a pandemia, fator que dificulta a ação do hormônio insulina no organismo.

Para a médica endocrinologista e presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) Regional Bahia, Thaisa Guedes, muitos fatores explicam esse dado, entre eles a falta de acesso à informação, ao diagnóstico e o tratamento adequado por grande parte da população.

Outros fatores de risco para o diabetes são: obesidade ou sobrepeso, pressão alta, colesterol ou triglicerídeos altos, história de pré-diabetes, diabetes gestacional ou presença de diabetes na família.

Diabetes é uma doença causada pela produção insuficiente ou má absorção de insulina, hormônio que regula a glicose no sangue e garante energia para o organismo. A insulina é um hormônio que tem a função de quebrar as moléculas de glicose (açúcar), transformando-a em energia para manutenção das células do nosso organismo.

O diabetes pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas podem levar a complicações no coração, nas artérias, nos olhos, nos rins e nos nervos. Em casos mais graves, o diabetes pode levar à morte. Existem três tipos de diabetes: Tipo 1, Tipo 2 e Gestacional.

A diabetes Tipo 1, é uma doença crônica não transmissível e hereditária, que aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticada em adultos também. Pessoas com parentes próximos que têm ou tiveram a doença devem fazer exames regularmente para acompanhar a glicose no sangue.

Já o Tipo 2, ocorre quando o corpo não aproveita adequadamente a insulina produzida. A causa do diabetes tipo 2 está diretamente relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, triglicerídeos elevados, hipertensão e hábitos alimentares inadequados.

E a diabetes gestacional ocorre temporariamente durante a gravidez. As taxas de açúcar no sangue ficam acima do normal, mas ainda abaixo do valor para ser classificada como diabetes tipo 2.

18/11/2021
Foto: Divulgação

 

 

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