Medicamento da AstraZeneca reduz mortes e casos graves pelo vírus, mostra estudo

Coquetel de remédios experimentais ainda está passando por fase de testes

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou que obteve resultados positivos em testes de fase três de um novo coquetel de remédios para o tratamento contra a covid-19.

O medicamento, que teve resultado divulgado na segunda, dia 11, foi batizado de AZD7442, sendo uma combinação de anticorpos de longa ação (LAAB, na sigla em inglês). De acordo com a empresa, houve uma redução significativa de casos graves ou mortes em pacientes não-hospitalizados que usaram o medicamento na comparação com quem usou placebo.

Em comunicado, a farmacêutica disse que 90% dos participantes tinham alto risco de progressão para a covid grave, incluindo comorbidades, como diabetes, obesidade, doenças pulmonares, entre outros. O ensaio atingiu o desfecho primário, reduzindo o risco de desenvolver o vírus de forma grave ou morte em 50% em comparação com o placebo.

O teste avaliou a segurança e eficácia de uma dose única de 600 mg do remédio de forma intramuscular em comparação com um placebo. O ensaio foi conduzido em 96 locais, como: Brasil, República Tcheca, Alemanha, Hungria, Itália, Japão, México, Rússia, Reino Unido, EUA, entre outros.

Ao todo a pesquisa envolveu 903 participantes adultos com mais de 18 anos. Agora os resultados completos serão submetidos à publicação em uma revista médica para revisão de outros cientistas. No dia 5, a empresa disse que havia apresentado um pedido à agência sanitária norte-americana Food and Drug Administration (FDA), para autorização de uso emergencial.

A AstraZeneca é a empresa que produz a vacina de mesmo nome, fabricada em parceria com a Universidade de Oxford, e produzida no Brasil em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

OUTRO ESTUDO – No Brasil, a Fiocruz fará parte de um estudo internacional, de fase três, com o medicamento Molnupiravir, fabricado pela farmacêutica MSD. O objetivo é verificar sua eficiência contra a covid. O estudo inicia este mês e ocorre de forma simultânea em sete centros entre Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Amazonas, Rio Grande do Sul e São Paulo.

O medicamento impede a replicação do vírus e tem potencial de ação em diversos vírus RNA, incluindo a covid. Para avaliar o uso do remédio serão analisadas pessoas que foram expostas ao vírus, ou seja, que residam com pessoas infectadas em 72 horas e com ao menos um sintoma da doença.

O tratamento com o remédio é por via oral, duas vezes ao dia, durante cinco dias seguidos. A etapa de fase três terá a duração de seis meses. Recentemente, a MSD divulgou os resultados no qual o Molnupiravir demonstrou redução de 50% do risco de hospitalização ou morte em adultos com covid leve a moderada.

18/10/2021

 

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