Baixada Santista possui maior déficit habitacional de São Paulo

Segundo levantamento do governo paulista, 6% das moradias da região estão em condições precárias

De acordo com o secretário de Habitação do Estado, Flávio Amary a Baixada Santista tem o maior déficit habitacional do Estado – exceto se comparada à região metropolitana de São Paulo. Hoje, as moradias em condições precárias, coabitação familiar, sob adensamento excessivo de domicílios, em áreas de risco e sem condições de pagar aluguel equivalem a 6% das residências da região.

Com base nos dados da própria Secretaria, seriam necessárias 66.254 unidades habitacionais, além da readequação de outras 112.663 moradias, para garantir condições seguras a estas famílias. Um cenário distante da realidade, ainda mais com a previsão de entrega de 4.247 unidades para este ano, segundo as prefeituras.

Amary explica que, apesar da pandemia, os cronogramas de obras e entregas serão cumpridos pelo Estado. Ainda sobre o déficit da Baixada, disse que os principais problemas envolvem as famílias que moram em palafitas e encostas de morros.

Segundo o secretário, não existe uma solução única para a situação na região, pois são problemas diferentes. Entretanto, ele indica que o Estado tem respostas e ações para reverter o cenário. “Para cada problema, temos uma solução: a melhoria habitacional, o programa socioambiental na Serra do Mar, melhoria das encostas de morros, as Parcerias Público-Privadas que trabalhamos nas palafitas, o programa de regularização fundiária, ou seja, são várias ações para vários problemas, mas todos ligados à condição de habitação”.

Amary destaca que a questão da melhoria habitacional está voltada as construções e trabalhos preventivos em determinadas áreas para conter riscos de deslizamentos, por exemplo. Intervenções que possam dar segurança às famílias. “A remoção dessas famílias para um núcleo novo faz com que elas, às vezes, voltem para onde moravam e vendam a unidade que acabaram de receber no conjunto, o que é errado, mas que muitas vezes acontece. Entendendo essa realidade, trabalhamos num projeto de melhorar a condição deles”.

Outra ação que, de acordo com o secretário, permite resolver o déficit habitacional sem erguer conjuntos habitacionais é a regularização fundiária.

PRAIA GRANDE – Com um déficit habitacional de aproximadamente 5.500 unidades, Praia Grande tem investido em ações para tentar reduzir esse número. Atualmente, cerca de 600 unidades habitacionais estão em construção na Cidade. Em alguns dos novos conjuntos os serviços já entraram na reta final dos trabalhos.

O Município entregou mais de 20 empreendimentos, com cerca de 2 mil unidades habitacionais disponibilizadas. As ações ocorrem através de parceria com o Governo Federal no Programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), agora Casa Verde e Amarela. Neste ano, a Prefeitura já entregou um novo conjunto habitacional, o Imperador III, com 90 unidades habitacionais. A inauguração ocorreu em março e os moradores já estão nos imóveis.

14/05/2021

Foto: Divulgação PMPG/Fred Casagrande

 

 

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