Ministério confirma que mais de 16 mil pessoas tomaram vacinas contra a covid de marcas diferentes

 

Trocas ocorreram entre a primeira e a segunda dose da vacinação contra o vírus

O Ministério da Saúde confirmou que 16.481 pessoas receberam doses da vacina contra a covid-19 de fabricantes diferentes entre a primeira e segunda dose do imunizante. A informação foi divulgada pela TV CNN Brasil no dia 27 de abril, e constam no sistema do DataSUS, da pasta federal.

A maioria dessas pessoas começou a campanha vacinal tomando doses da Oxford/AstraZeneca, mas receberam na segunda dose a Coronavac, do Instituto Butantan/Sinovac. Uma parte menor recebeu na ordem inversa, isto é, aplicaram primeiro a Coronavac e como segunda a Oxford/AstraZeneca. Não foram divulgados números.

Na mesma semana o jornal Folha de S.Paulo informou que pelo menos 16,5 mil pessoas foram vacinadas com doses trocadas, sendo que 14.791 iniciaram a imunização com a Oxford/AstraZeneca e receberam como segunda dose da Coronavac. Outras 1.735 pessoas fizeram a trajetória contrária.

O jornal disse também que a troca aconteceu em quase todo o País, com exceção do Acre e do Rio Grande do Norte, na maior parte em profissionais da saúde. O levantamento levou em conta todos os vacinados entre 17 de janeiro e 17 de fevereiro, que retornaram para a segunda dose até 8 de abril.

O Ministério recomenda aos estados e municípios o acompanhamento e monitoramento dessas pessoas e reforça a importância da atenção no processo para evitar que erros ocorram. Além disso, é fundamental que a notificação da primeira dose seja registrada no cartão com os dados relativos ao fabricante para garantir a correta aplicação da segunda dose.

Em São Paulo, a plataforma Vacivida aponta que até o dia 23 houve 797 registros de aplicações com imunizantes diferentes entre primeira e segunda dose.

O presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, explicou que ainda não há estudos sobre essa junção de doses, porém, não é aconselhável tomar a terceira dose, pois seria arriscado expor o corpo a alta taxa viral.

Porém a recomendação em alguns locais, como no Rio de Janeiro é que, em casos de mistura das vacinas, pessoas que tenham tomado em menos de 14 dias desconsiderem e reagendem a imunização. Se foi aplicada em mais 14 dias, o esquema será validado.

Aplicar injeções cruzadas, a princípio, não faz mal à saúde, mas não se sabe se a combinação pode assegurar a proteção esperada, além de causar problemas no abastecimento e defasagem. É importante reforçar que a pessoa só fica de fato imunizada 15 dias após a segunda dose e mesmo assim ainda é preciso continuar com o uso de máscaras, distanciamento e uso de álcool em gel.

 

03/05/2021

 

 

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