Comércio da Baixada Santista está otimista com as vendas do Dia das Mães

Sincomércio-BS prevê que as vendas podem ficar entre 2 e 5% mais altas do que no Dia das Mães do ano passado

Depois de 40 dias de portas fechadas, o Dia das Mães é a grande esperança para os diversos setores do comércio. A data, comemorada no segundo domingo de maio, pode ser uma ótima oportunidade de aumentar a venda. Mesmo sem uma pesquisa formal, o Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista prevê que as vendas podem ficar entre 2% e 5% mais altas do que no mesmo período no ano passado.

O presidente do Sincomércio-BS, Omar Abdul Assaf, declarou que o Dia das Mães pode trazer um pouco de ânimo para os comerciantes da Baixada. “Depois de 40 dias de portas fechadas, vemos a data como um grande alento”.

De acordo com o Sindicato, no ano passado,a maioria das pessoas estava praticando o isolamento social nessa época. “Então, foi o ano dos encontros por vídeo e do afastamento. Neste ano, muitas mães já tomaram a segunda dose da vacina, então, com cautela, já dá para comemorar mais de perto”, afirmou o presidente.

Assaf salientou que existe, ainda, uma alta probabilidade de muitos comerciantes fazerem promoções, principalmente no setor de roupas e calçados. “Coincidentemente, está na hora da troca de coleções por conta da mudança de estação. E isso pode ser uma maneira de atrair mais clientes, em uma hora em que o comércio precisa de um ânimo.”, declarou.

Em Praia Grande, a presidente da Associação Comercial (ACE-PG), Luciana Esnarriaga Viana, contou que a expectativa é grande, pois será a primeira data importante para o comércio após o lockdown. “Os comerciantes estão apostando no Dia das Mães para se recuperar dos dias parados. O comércio de Praia Grande está preparado para atender esta demanda, tanto o setor de presentes quanto de bares e restaurantes. O momento ainda é de cuidados e de conscientização tanto dos comerciantes quanto dos consumidores, mas estamos otimistas com a reabertura e o avanço da vacinação”, argumentou.

Luciana ainda salientou que a expectativa é de que haverá aumento nas vendas em relação ao ano passado. “No início da pandemia, as pessoas ainda estavam assustadas e despreparadas para lidar com a situação. Agora, todos estão melhor informados quanto aos protocolos que devem ser respeitados, como distanciamento social, uso de máscara, aferição da temperatura e uso de álcool em gel, por isso, sentem mais segurança. Além disso, houve tempo para muitos estabelecimentos se prepararem para operar em delivery, o que contribui para o aumento do faturamento. Este será o ano da retomada da economia e estamos muito confiantes”.

Para os shoppings, a expectativa também é das melhores. A superintendente Geral do Grupo Mendes, Mariane Doconski, espera um aumento de 6% a 7% nas vendas, na comparação com o ano passado. “É uma época em que naturalmente as pessoas tendem a dar presentes independentemente de estarmos ou não em pandemia. Hoje, usamos delivery e outras formas de entregar algo mesmo para quem não conseguirá estar com a mãe”.

O momento deve ser ainda melhor para os setores de vestuário feminino, eletrônicos e cosméticos. “Ano passado, já estávamos em pandemia e as vendas estavam represadas com a maioria das lojas fechadas. Por isso, a movimentação deve ser maior este ano”, diz Mariane.

Recente pesquisa feita pela All iN, SocialMiner e Opinion Box aponta que pelo menos 66% dos brasileiros gostariam de presentear a mãe este ano. 18% afirmam que estão em dúvida sobre presentear ou não. O Dia das Mães, tradicionalmente, é a segunda melhor data para o comércio, ficando atrás somente do Natal.

Com os presentes, 14% desejam gastar até R$ 50,00, 31% estão dispostos a investir de R$ 51,00 a R$ 100,00 e outros 27%, de R$ 101,00 a R$ 200,00. E mais: 11% afirmaram que podem pagar de R$ 201,00 até R$300,00 em itens para as mães; 4%, de R$ 301,00 a R$ 400,00; 3%, de R$ 401,00 a R$ 500,00; 4%, mais de R$ 500,00; e 6% não se decidiram.

29/04/2021

Foto: Divulgação

 

 

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