Vereadores de PG questionam concessão de cestas básicas

No retorno à fase emergencial, sessão foi presencial, com distanciamento entre vereadores, plenário fechado e restrição de circulação de funcionários

Sem projetos pautados na ordem do dia, a sessão da Câmara de Praia Grande de terça-feira, dia 6, foi pautada pela apresentação dos trabalhos dos vereadores. Em destaque, requerimentos e indicações questionando os critérios para distribuição de cestas básicas para famílias do Município.

O primeiro vereador a tratar do assunto foi Whelliton Augusto Silva (PL), que apresentou o Requerimento nº 117/21, questionando o Executivo sobre como

funciona a distribuição das cestas básicas, se tem um cronograma para de entrega e quais os critérios exigidos pela Administração para as famílias terem acesso aos alimentos. “Espero que nosso requerimento seja visto, que destravem a distribuição dessas cestas para que a população possa comer”, complementou Whelliton.

Outro requerimento sobre o tema foi apresentado pela vereadora Michelle Quintas (Republicanos), que ressaltou questões relacionadas aos critérios para distribuição das cestas básicas para famílias carentes, alegando que recebeu denúncias sobre o impedimento de retirar os alimentos por quem já recebe Bolsa Família, auxílio emergencial ou outro benefício social. “Recebi a denúncia de uma mãe solteira, que tem uma filha autista, e que recebe R$ 150,00 de Bolsa Família, porque é sozinha, e ela tentou tirar a cesta básica, mas foi informada de que não tem direito”, argumentou Michelle.

O vereador Rodrigo Penasso da Silva, o Gordinho do Povo (PSDB), apresentou indicação verbal, apelando à prefeita Raquel Chini (PSDB) que reveja os critérios para distribuição das cestas básicas. “A população está passando fome, vivo na comunidade, têm pessoas que estão num momento desesperador. Por favor, reveja o critério do Bolsa Família, porque essas famílias que têm o benefício são as mais carentes, são as que mais precisam”, salientou.

INFORMAÇÕES – Outro assunto abordado pelos parlamentares na sessão foi a falta de informações para famílias e parentes de pacientes internados com covid-19 no Hospital Municipal Irmã Dulce e Hospital de Campanha do Ginásio Falcão. Os questionamentos tiveram como base denúncias e reclamações de munícipes aos edis.

Membro da Comissão de Saúde da Câmara, o vereador Gordinho do Povo apresentou indicação ao Executivo para criação de um serviço social da Prefeitura para fornecer informações aos familiares de pacientes internados em área reservada por causa da covid. “É ridículo a pessoa ter que procurar um vereador para saber como está a situação de um ente querido internado ou que morre com covid. Teve gente que me ligou e que o parente já estava no Irmã Dulce e a pessoa estava procurando no Ginásio Falcão, porque não tinha sido informada da transferência”, ressaltou.

Outro parlamentar que recebeu denúncias foi Marcio Glauber Vicente de Oliveira, o Marcio Alemão (PSDB). Segundo ele, “a pessoa morreu às 14h, mas família só foi informada às 20h. As pessoas estão aflitas na frente do Hospital sem saber, porque não passam informação. A SPDM precisa ter mais respeito pela sociedade, dar a informação aos familiares é o mínimo”, argumentou.

O vereador Paulo Cesar Monteiro Silveira (Republicanos) relatou ter ficado quase duas horas no Irmã Dulce na segunda-feira, dia 5, para tentar resolver uma situação de falta de informação. “Fica registrada minha indignação porque o munícipe precisa e merece respeito. Muitas vezes ficam 48 horas sem saber

do familiar internado”, reclamou o parlamentar.

08/04/2021

 

Ecovias

ecovias