Surfista Alex Ribeiro vai para a Austrália disputar etapas do Circuito Mundial após garantir novas parcerias

Atleta de PG disputará etapas do CT, que acontecem a partir de 1º de abril

 

Preparado para novos desafios e conquistas no Circuito Mundial, o surfista Alex Ribeiro deixou Praia Grande rumo à Austrália para disputar as etapas que acontecem a partir de abril. A viagem foi possível após fechar sete novas parcerias e totalizar 12 patrocinadores na prancha.

As novas marcas são Praia da Gama, Sculp Construtora, Futura Ar Condicionado, EuroCuccina Eletrodomésticos, Náutica Tattoo, Balloon Co, Le Manjue e Amu Chocolate Saudável. Além destas, o atleta já tinha patrocínio da Fu.wax, Surf Trunk, Silverbay e TheOne Sports Agency.

Segundo o atleta, as empresas são importantes para auxiliá-lo nas despesas da viagem. “O custo é muito alto, pois estamos gastando em Dólar, que está quase R$ 6,00, então fica pesado sem um suporte. Com essas empresas acreditando em mim, com certeza vou conseguir focar mais ainda nos eventos, trabalhando e treinando forte para conquistar meus objetivos”, comenta.

O surfista de 31 anos chegou à Austrália no dia 8 e devido às restrições impostas no país pela pandemia da covid-19, desde que chegou tem cumprido quarentena, que vale por 14 dias, prazo que termina na segunda-feira, dia 22. Atualmente só está autorizada a entrada de residentes ao país, mas a Alex foi liberado, assim como outros surfistas após a World Surf League – WSL (Liga Mundial de Surfe) entrar em acordo com o governo local para realizar as etapas do Championship Tour – CT (Circuito Mundial).

Enquanto o isolamento não acaba, Alex passa os dias no hotel, mas afirma que devido às restrições, os casos do vírus estão controlados, sem ter mais a obrigatoriedade do uso de máscara. “Assim que sair do isolamento será vida normal. Vou pegar um carro irei direto para a praia fazer o primeiro surfe e ai tocar para Newcastle e treinar lá. A quarentena está tranquila, treino no quarto, o apartamento é grande, consegui um vídeo game com um amigo, estou cozinhando, lendo, tudo que não conseguia fazer no dia a dia. A WSL está cuidando muito bem da gente. Deu para curtir, ficar um pouco relaxado, mas com trabalho sempre em mente”, afirma, informando também que por treinar ao longo do dia, o isolamento não prejudicará seu desempenho no mar.

ETAPAS – Ao todo serão quatro etapas do CT na Austrália, sendo a primeira Newcastle Cup, de 1º a 11 de abril; a segunda será a Narrabeen Classic, de 16 a 26 de abril; a terceira a Margaret River Pro, de 2 a 12 de maio; e a última sendo a Rottnest Search, de 16 a 26 de maio.

Para Alex, as etapas lhe trazem confiança, principalmente as duas primeiras. “É um lugar que conheço bastante, já fui várias vezes e venci etapa da divisão de acesso do CT em Newcastle. São ondas bem similares as do Brasil e fico feliz de voltar em uma etapa para competir na elite do Mundial, então a expectativa é bem grande”, diz. Em Narrabeen participou do Campeonato Mundial Junior em 2009.

Com a pandemia e o cancelamento das etapas em 2020, a WSL fez alterações no calendário desta temporada, a começar pela estreia dos homens em dezembro na Billabong Pipe Masters, além do cancelamento das etapas Pro Bells Beach e Open Gold Coast. Alex comenta que apesar de diferente, a WSL tem conseguido fazer tudo que pode. “Por enquanto, de certo é só a Austrália, as próximas ainda são uma interrogação, pois ninguém sabe o que vai acontecer, se vai rolar ou não. Por enquanto temos nestas da Austrália e se eles conseguirem implementar mais etapas durante o ano em outros países com altas ondas também vai ser bem legal.”

Alex retomou a elite em 2020, após quatro anos, já que esteve no CT em 2016, bem no ano em que houve a pandemia. Com sede de estar entre os melhores do mundo, participou da Pipe Masters que estreou a temporada de 2021, mesmo lesionado. “Competi de teimoso. Como as outras etapas foram canceladas, para mim o tour vai começar na Austrália, agora sem lesões. Vou conseguir trazer grande resultados aqui”, afirma.

Mesmo que a pandemia tenha causado turbulências no esporte e adiado sua volta à elite, este período foi uma oportunidade de ficar mais tempo com a família. “Fazia muitos anos que não fazia isso e passei praticamente o ano todo, com meus amigos, treinando e ajustando equipamentos. Sei que muitas pessoas passaram dificuldade nesse tempo, mas pude aproveitar minha família e agora estamos voltando aos poucos. Sempre vale o esforço pra estar aqui.”

22/03/2021

 

 

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