Polícia
Falso médico é preso por trabalhar no Hospital Irmã Dulce

Suspeita é de que o acusado tenha trabalhado no local por um ano e meio e a gestora do hospital informou que ele não era funcionário da unidade e sim de uma empresa médica que presta serviços ao Hospital

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Federal acusado de atuar como médico de forma irregular no Hospital Irmã Dulce, em Praia Grande no domingo, dia 31, fazendo inclusive atendimentos aos pacientes infectados pelo coronavírus (covid-19).

A prisão ocorreu enquanto fazia plantão noturno. Até o momento a identidade do acusado não foi revelada. O homem usava a identidade do oftalmologista Henry Cantor Bernal, que hoje reside na Colômbia, para dar plantão no Complexo Hospitalar, atuando no local há pelo menos um ano.

O caso foi registrado na Delegacia Sede e segue em investigação. O homem responderá pelo crime de falsidade ideológica e exercício irregular da função em medicina.

A Secretaria de Saúde Pública (Sesap) de Praia Grande informou em nota que está à disposição da equipe de investigação e que acompanha e apura todo o processo junto à gestora do Hospital Irmã Dulce, a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), que é a responsável pela direção da unidade e contratação dos profissionais que lá atuam.

A direção do Hospital Municipal Irmã Dulce, por sua vez, disse que o homem não era funcionário da unidade e sim da UCOT – UNIDADE CLINICA, ORTOPEDIA E TRAUMATOLOGIA S/S, empresa médica que presta serviços ao local. A empresa já foi acionada pelo Irmã Dulce, em busca de esclarecimentos para a tomada das devidas providências.

A SPDM também alegou que foram apresentadas ao Irmã Dulce, tanto por parte da prestadora de serviços, quanto do empregado, as devidas documentações exigidas para que o mesmo pudesse iniciar suas atividades na unidade, como registro no Conselho Regional de Medicina (CRM), que foi checado.

Questionada pelo Gazeta do Litoral sobre quais são os documentos exigidos além do CRM, até às 15h, não houve resposta por parte da SPDM.

Ainda em nota, o Sindicato dos Servidores Públicos de Praia Grande informou que o presidente da entidade e também integrante do Conselho Municipal de Saúde (Comusa), Adriano Roberto Lopes da Silva, conhecido como Pixoxó, foi procurar a polícia, e deve tomar as devidas providências cabíveis ao órgão. “A Prefeitura tem que se pronunciar imediatamente. O Hospital é mantido com verbas públicas e o falso médico colocava muita gente em risco. Quantos servidores e moradores esse homem não atendeu?”, questiona. Pixoxó foi buscar o número do Boletim de Ocorrência para acompanhar, por meio do Comusa, o desenrolar do processo judicial.

O acusado estava para ser ouvido em audiência de custódia nesta segunda-feira.



 

Ecovias

ecovias