Jovens têm piora na alimentação com isolamento, revela pesquisa


Segundo a pesquisa, o consumo de pratos congelados, chocolates e doces aumentou 4%

O consumo de alimentos não saudáveis por adolescentes aumentou durante a pandemia do coronavírus. É o que diz a pesquisa Covid Adolescentes – Pesquisa de Comportamentos, realizada em parceria pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Fundação Oswaldo Cruz e Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Segundo o documento, houve elevação de 4% do consumo de pratos congelados, chocolates e doces, informando que 58,1% dos jovens consumiram doces em dois dias ou mais por semana. Já o padrão de consumo de alimentos saudáveis, tais como frutas e hortaliças, foi similar antes e durante a pandemia.

Além dos dados, a pesquisadora da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, Margareth Guimarães Lima, menciona que o sedentarismo também aumentou entre o grupo, já que mais de 40% não praticaram atividade física por 60 minutos em nenhum dia da semana durante a crise de saúde. “Esse percentual era de 20,9% e passou a ser de 43,4%. A prática de uma hora de exercícios em cinco ou mais dias semanais diminuiu em torno de 13 pontos percentuais, de 28,7% para 15,7%”, alerta.

Como a falta de exercícios e atividades, o estudo destaca que mais de 60% dos entrevistados relataram ficar por mais de quatro horas em frente ao computador, tablet ou celular. Entre os adolescentes de 16 e 17 anos, o percentual alcança 70%. O tempo sedentário aumentou de cerca de duas horas e o tempo que costumavam ficar sentados assistindo televisão ou jogando videogame aumentou de três horas e 20 minutos para cinco horas e três minutos.

OUTROS - O documento divulgado no final de dezembro investigou as mudanças na rotina, estilo de vida, nas relações com familiares e amigos, atividades escolares, cuidados à saúde, e o estado de ânimo de 9.470 jovens devido ao coronavírus, com idade de 12 a 17 anos. A pesquisa aconteceu de 27 de junho a 17 de setembro.

Como resultado, a grande maioria (71,5%) aderiu às medidas de restrição social, com 25,9% em restrição total e 45,6%, em restrição intensa, saindo só para supermercados, farmácias ou casa de familiares. Considerando a restrição intensa a maior proporção ocorreu no Sul (74,1%), enquanto o menor percentual foi no Norte (66,1%).

Cerca de 36% das pessoas relataram piora na qualidade do sono, sendo que 23,9% começaram a ter problemas e 12,1% já tinham dificuldade. Além disso, houve muitas dificuldades em acompanhar as aulas de ensino à distância: 59% relataram falta de concentração, 38,3% falta de interação com os professores, 31,3% falta de interação com amigos.

12/01/2021

 

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