FecomercioSP espera uma alta de 3% nas vendas na Black Friday

Procon-SP recomenda que o consumidor já começe a pesquisar sobre o produto ou serviço de seu interesse

 

 

A Black Friday deste ano, que vai acontecer no dia 27 de novembro, última sexta-feira do mês – como já é tradição -, levanta diversas expectativas para o comércio, especialmente para um ano em que o setor foi afetado duramente pela pandemia do coronavírus. As lojas físicas tdevem ter um cenário favorável, de acordo com a Federação do Comércio de São Paulo (FecomercioSP), com alta de até 3% nas vendas em novembro, com relação ao mesmo período de 2019. Segundo a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), em parceria com o Neotrust-Compre&Confie, a estimativa para a data é um crescimento de 77% nas vendas virtuais.

A Ebit Nielsen, empresa global de medição e análise de dados, as vendas online no País cresceram 47% no primeiro semestre, a maior semestral em duas décadas. Nesse contexto, especialistas do setor, dizem que, mais do que nunca, é no e-commerce que o varejo deve apostar suas fichas na Black Friday, que já é a segunda data mais importante do ano para o setor, só atrás do Natal.

Segundo a professora de pesquisa e comportamento do consumidor da ESPM do Rio de Janeiro, Bianca Dramali a transformação digital passa a ser um imperativo. “E vai além da adoção pura e simples de tecnologia. Com a pandemia, a digitalização se acelerou tanto na perspectiva de quem consome quanto na perspectiva de quem vende. Não dá mais para o varejo ignorar esse processo”.

PROCON – Neste ano, a Black Friday, evento em que diversos estabelecimentos comerciais promovem descontos e promoções, o Procon-SP orienta os consumidores a aproveitarem data de forma consciente e responsável.

O Procon-SP recomenda que o consumidor já deve começar a pesquisar sobre o produto ou serviço de seu interesse – características, funções etc – e, principalmente, verificar qual o preço que está sendo praticado hoje no mercado. O consumidor, pode inclusive fazer um print da tela com o preço ofertado pelo estabelecimento, deste modo, ele terá como acompanhar a evolução e comprovar os valores para eventual questionamento.

Assim, na hora da Black Friday, pode-se avaliar se o preço é de fato promocional. É possível ainda, contar com aplicativos e sites de comparação de preços.

Procurar com antecedência informações sobre o evento e as marcas que irão participar também garante uma boa organização na hora da compra. Para consultar sobre um produto/serviço deve-se sempre acessar os canais oficiais; clicar em links de ofertas recebidos por e-mail ou redes sociais não é seguro.

De acordo com o secretário de Defesa do Consumidor, Fernando Capez  disse que a publicidade pode criar uma falsa imagem de promoção e levar o consumidor a comprar um produto que ele não necessita por um preço que pode não ser vantajoso. “Por isso é imprescindível fazer uma lista dos produtos que ele precisa, além de pesquisar os preços previamente”, ressalta. O Secretário avisa ainda que as fiscalizações da Black Friday deste ano serão intensificadas em razão do aumento das reclamações relacionadas a vendas online.

 

 

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