Brasil registra recorde de novos empreendedores devido à pandemia

Número cresceu 14,8% e a razão para o aumento é que milhões de pessoas decidiram abrir os próprios negócios

 

Brasil registra recorde de novos empreendedores devido à pandemia

Mesmo em meio à pandemia da covid-19, o número de empreendedores no Brasil aumentou, alcançando o maior registro até o momento. Nos nove primeiros meses, o número de microempreendedores individuais (MEIs) no País cresceu 14,8%, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 10,9 milhões de registros.

Foram 1.151.041 novas formalizações entre o fim de fevereiro, pouco antes do início da pandemia, até o fim de setembro, segundo dados do Portal do Empreendedor, do governo federal. Somados às mais de 7,5 milhões de micro e pequenas empresas, esse setor representa 99% dos negócios privados e 30% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

Mas essa elevação na abertura de negócios não foi exatamente por vocação, mas principalmente por necessidade. Impulsionados pela crise gerada pela covid-19, os brasileiros têm buscando na atividade empreendedora uma alternativa de renda. Com isso, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) estima que aproximadamente 25% da população adulta estará envolvida, até o fim do ano, na abertura de um novo negócio ou estará com uma empresa com até 3 anos e meio de atividade.

Conforme o diretor-presidente do Sebrae, Carlos Melles, o desemprego está levando as pessoas a se tornarem empreendedoras e devido ao momento difícil é preciso que as medidas de estímulo aos pequenos negócios sejam prorrogadas. Com o fim do prazo do adiamento do pagamento de impostos, como o Simples Nacional, Melles trabalha para que o Congresso Nacional aprove medida que concede moratória aos tributos suspensos entre os meses de abril e setembro. “A gente tem a expectativa de que o governo perceba que se não azeitar esse contingente que segura o Brasil, vamos ver muitos negócios sendo encerrados.”

Segundo dados do Ministério da Economia, as empresas optantes do Simples Nacional geram mais da metade dos empregos formais (cerca de 55% do estoque de empregos formais) e participam de 44% da massa salarial.

E apesar do contexto adverso para os negócios, pequenos empreendimentos também estão inovação para enfrentar a crise. De acordo com o Sebrae, na última semana de agosto as vendas online continuam em alta entre a área, com 67% utilizando canais digitais, como as redes sociais, aplicativos ou internet como plataformas para comercialização de produtos e serviços. Se comparado ao levantamento no fim de maio a porcentagem era de 59%.

09/10/2020

 

 

 

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