Surfistas de PG mostram como têm enfrentado rotina na pandemia

Entre os atletas que continuam mantendo seus treinos estão os atletas Thiago Doncev e Kemily Sampaio

Assim como em inúmeras modalidades esportivas, o surfe nos últimos meses já não é mais o mesmo devido à pandemia do coronavírus: as praias ficaram vazias e o som das ondas do mar se destacam ainda mais com a ausência de atletas, baterias, das plateias frequentes nas disputas que alegravam os apaixonados pela atividade.

Embora ainda existam restrições em relação ao distanciamento social, no sábado, dia 20, foi celebrado o Dia Internacional do Surfe, e neste momento a data levou esperança de dias melhores para que em breve tudo volte ao normal.

E como forma de continuarem com foco, muitos atletas adaptaram os treinos e suas rotinas por conta das paralisações. Um exemplo é a surfista de Praia Grande, Kemily Sampaio, que há três meses alterou seu cotidiano. “Foi difícil parar tudo porque iniciei o ano bem, com o bronze no Campeonato da Confederação Brasileira de Surf (CBSurf) na sub-16, sendo meu último ano na categoria. Perdi algumas oportunidades que seriam importantes.”

Apesar disso, a jovem tem lidado bem com a situação e acredita ter mantido o mesmo ritmo de antes, algo que considera importante para se preparar para as futuras competições da Qualifying Series (QS), da World Surf League – WSL (Liga Mundial de Surfe) e conseguir evoluir ainda mais nas manobras.

Em casa os treinos acontecem por meio de videochamadas com o Estúdio Canela House (@canelahouse) e Academia Movimentação (@acdmovimentacao) e uma de suas maiores dificuldades até agora é a restrição do surfe em Praia Grande, que limita o esporte das 5h às 8h, mas ressalta que a ação é essencial contra o vírus. “Só espero daqui para frente que as competições voltem e que eu consiga patrocínio”, diz.

Outro surfista praia-grandense que mudou o jeito de treinar foi o jovem Thiago Doncev, que compete pela categoria sub-12. Segundo o pai do atleta, Fabio Doncev, Thiago se preparava para uma competição que aconteceria uma semana após o início da quarentena, por isso no começo foi difícil se adaptar.

Mas logo depois houve um planejamento para dar uma nova rotina de treinos físicos online, além de seguir uma dieta balanceada. “O Thiago está fazendo as aulas da escola regular no período da manhã, justamente no horário em que a prática do surf está liberada. Mesmo assim a gente procura levar o Thiago onde o surfe é permitido”, comenta.

Como pai, Fabio acredita que é importante incentivar o filho neste momento. “Procuramos mantê-lo confiante de que tudo ficará bem e, ao mesmo tempo, esclarecemos o que está acontecendo, referente à pandemia. A ideia é que ele sempre procure fazer o seu melhor com o que tem disponível. A competição agora não é com nenhum adversário, mas procurar manter-se saudável e em constante evolução.”

ORIGEM – O Dia Internacional do Surf foi comemorado pela primeira vez em 2004. A data surgiu a partir de uma iniciativa da revista Surfing Magazine e da instituição Surfrider Foundation para exaltar a importância do esporte e o estilo de vida.

22/06/2020

Texto: Larissa França
Foto: Divulgação

 

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