Sedentarismo pode causar doenças vasculares em jovens

Especialista diz que tabagismo, obesidade e gravidez são fatores agravantes das doenças

Apesar das visitas ao angiologista e ao cirurgião vascular serem mais comuns a partir dos 50 anos, devido à maior incidência de sintomas relacionados à especialidade, hábitos alimentares e de qualidade de vida também podem impactar diretamente na saúde vascular de jovens e até de adolescentes.

Por isso, a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (Sbavc) alerta que durante o período de isolamento social, é importante manter uma rotina saudável e de exercícios.

A falta de consumo de fibras e o excesso de carboidrato, gordura e sódio na alimentação, associados ao sedentarismo, são as maiores causas de doenças vasculares na juventude. A trombose venosa profunda (TVP) e a doença aterosclerótica são as mais incidentes porque estão ligadas à qualidade de vida do indivíduo.

De acordo com a Sbacv, 1% da população de até 50 anos sofre de trombose arterial, cuja maior causa é a aterosclerose (acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas paredes e dentro das artérias). Apesar do número não parecer alarmante, representa 1.000 a cada 100 mil pessoas. Já no caso de TVP, há uma incidência de 60 casos a cada 100 mil habitantes. As maiores causas da doença são gravidez, obesidade e uso de anticoncepcionais, além de tratamentos de reposição hormonal.

De acordo com a cirurgiã vascular e membro da Sbacv, Luisa Ciucci, além da falta de exercícios físicos, outras questões podem comprometer o sistema vascular dos mais jovens. “O excesso de atividade física ou atividade não supervisionada pode aumentar o risco de trombose venosa profunda dos membros superiores, condição conhecida como síndrome de Paget Schroetter, ou trombose relacionada ao esforço, além de lesões musculares e ortopédicas”, afirma a médica.

Para isso, Luisa recomenda que as atividades sejam acompanhadas ou recomendadas por profissionais de Educação Física, mesmo que os treinos sejam feitos em casa durante a quarentena, pois os riscos se tornam mais graves com o passar dos anos.

28/05/2020

 

Ecovias

ecovias