Vacina está mais próxima para os brasileiros

 

Enquanto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) não libera a distribuição da Coronavac – vacina produzida pela Sinovac em parceria com o Instituto Butantan – o Ministério da Saúde enviou avião para a Índia para buscar 2 milhões de doses do imunizante desenvolvido pela AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford e o laboratório Serum. Aqui no Brasil a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) é responsável pela produção e distribuição da vacina. No dia 2 de janeiro, a Anvisa aprovou um pedido feito pela Fiocruz para importação das 2 milhões de doses da vacina, mas somente no dia 8 a Fundação fez pedido de uso emergencial da vacina à Anvisa. E na terça-feira, dia 12, a Agência disse que a reunião para definir a autorização emergencial das vacinas (tanto da Coronavac, quanto da AstraZeneca) deve ocorrer no domingo, dia 17.

 

E em meio a essas idas e vindas e com esses prazos definidos, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, explicou que ainda em janeiro o governo federal terá 8 milhões de doses para vacinar a população - 6 milhões da Coronavac e 2 milhões da Oxford. Ele garantiu também que, a partir da aprovação da Agência Nacional, deve levar de três a quatro dias para começar a distribuição do imunizante ao estados. A notícia é muito bem recebida pelos brasileiros, que no final de semana ficaram bastante decepcionados ao ouvirem Pazuello dizendo que a vacina no Brasil seria dada no dia D, na hora X.

 

A boa notícia também é que os dois imunizantes que o Brasil pretende aplicar tiveram bons resultados nas análises quanto à eficácia global (capacidade de proteger em todos os casos, sejam leves, moderados ou graves). A Coronavac registrou taxa de 50,38%, superando um pouco o limite de 50% estipulado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para aprovar vacinas contra a covid-19.

 

Já a Oxford/Astrazeneca apresentou taxa média de 70%, variando após apresentar divergências por aplicação de duas ou meia dose em alguns testes. Enfim, o que importa é que ambas apresentaram resultados melhores do que os 50% da OMS para garantir o combate à pandemia, conseguindo controlar os sintomas da doença, reduzindo não só o número de mortes, mas também a necessidade de internações, para que não sobrecarregue o sistema de saúde.

 

Provavelmente a primeira a ser aplicada no Brasil deve ser a Coronavac, pela quantidade que já está no Instituto Butantan e é compatível com a nossa capacidade de produção interna. A previsão do Governo do Estado de São Paulo, que já está na frente da negociação com o Butantan, é que comece a vacinar os paulistas dia 25 de janeiro. Porém, agora o Instituto também vai conceder parte das vacinas que já estão em território nacional para o governo federal, reduzindo um pouco o alcance da distribuição em São Paulo, mas atendendo outros estados.

 

Enfim, saber que estamos perto de receber as vacinas já minimiza bastante a ansiedade e o medo da covid-19. Também é preciso deixar claro que não estará disponível para todos os públicos, mas começando pelos profissionais de saúde e idosos ou com comorbidades, já reduz o risco de morte pela doença, que é o mais assustador.

 

14/01/2021

 

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