Não vai acabar nunca?!

Essa é a frase que quase todos os brasileiros devem ter dito no último ano, em que a pandemia da covid-19 restringiu o contato entre as pessoas, prendendo muitos em casa e levando tantos outros ao desespero após perderem emprego, familiares, amigos, entre outras situações. Na verdade está todo mundo cansado dessa situação, isso é inegável (embora alguns continuem saindo, fazendo festas, viajando, como se nada estivesse acontecendo, como se um vírus não tivesse causado 3 milhões de mortes.

E por mais que existam diversas empresas produzindo vacina para colocar fim às mortes por covid e tantos laboratórios estejam trabalhando para tentar buscar tratamentos que surtam efeito positivo de verdade, também para tentar amenizar o agravamento da doença enquanto o vírus segue circulando de pessoa por pessoa, a previsão da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a pandemia não vai acabar em 2021.

O diretor de emergências da OMS, Michael Ryan, afirmou que o vírus continua a mil, levando em consideração que o número global de novos casos segue aumentando a cada semana. A nova onda veio para dar mais um golpe forte nos especialistas mais otimistas, que viam na aplicação das vacinas – e nas descobertas de novos imunizantes eficazes – a esperança de que a pandemia estava com os dias contados.

A previsão da OMS é que até o final deste ano a pandemia ainda aflija muitos países e o que resta com a aplicação da vacinação em massa é a esperança de tentar interromper as hospitalizações, as mortes e minimizar essa tragédia toda. A luta de cientistas, médicos, governantes e de todos os cidadãos é tentar diminuir os níveis de contágio, ajudar a prevenir o surgimento de novas variantes e tentar reduzir o número de casos.

Mas para isso se tornar realidade, é preciso que todas as pessoas adotem (dentro do possível) as medidas de segurança sanitária para evitar o contágio ou a transmissão, são eles: usar máscara de forma correta (porque máscara no queixo não resolve), higienizar as mãos com álcool em gel ou água e sabão sempre que possível e, principalmente, evitar aglomerações.

Claro que está bem difícil a reclusão social depois de um ano, com comércios fechando e abrindo, aulas presenciais suspensas, home office em algumas empresas e tudo mais, mas é extremamente necessário cumprir essa medida, porque o vírus se propaga de um indivíduo para o outro, não tem jeito. Pelos passos lentos da imunização, até que as vacinas estejam disponíveis para todos os grupos, já teremos virado mais um ano.

Enquanto isso é preciso tentar, de todas as formas, manter a sanidade mental, que está a beira do abismo devido a falta de contato social. Além disso, é claro, precisamos tentar ajudar aos que precisam sobreviver, porque muitas pessoas perderam seus empregos e são obrigadas a saírem para as ruas em busca de alguma renda para alimentar a família. Talvez a caridade seja a cura que os brasileiros possam encontrar para salvar um pouco da saúde mental. Também é preciso muita fé, num ser superior e nos seres humanos, que logo encontrarão uma solução definitiva para esse problema. Além, é claro, de tentar aproveitar o máximo o convívio com seus entes queridos, pois a covid não escolhe ricos, pobres, novos, velhos, doentes ou saudáveis para morrer.

19/04/2021

 

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